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segunda-feira, 15 de março de 2010

Estou vivendo em um bairro chamado Recoleta. É bem agradável e bem tranquilo. Quando vi a minha rua, achei parecida com o Corredor da Vitória, por causa das muitas árvores, mas logo vi que o bairro todo, de modo geral, tem muitas árvores. Aliás, Buenos Aires é uma cidade muito arborizada, com muitos parques e espaços públicos, o que não impede que a cidade tenha um ar super carregado por conta da poluição ( acredito que os aires daqui já tenham sido buenos mesmo, em algum passado mais remoto). Mas, ainda assim, é uma cidade muito bonita, muito intensa e encantadora. Gosto cada dia mais de descobrir a cidade, de entender o idioma e também, principalmente, a estar sozinha e estar bem no meio de tudo isso. Sim, estou sentindo uma saudade danada da minha família, do meu namorado, dos meus amigos e dos meus cachorros. É difícil estar sozinha em um outro país. Um dia desses, fui caminhar pela Recoleta. Adoro caminhar por aqui. Fui conhecer o Museo Nacional de Bellas Artes (que tem uma coleção bem interessante de obras de arte - principalmente européia, como de praxe - mas também possui uma coleção de arte indígena pré colombiana que é incrível, a visita vale super a pena só para ver esta coleção) e também o Centro Cultural Recoleta, que privilegia mais a arte contemporânea argentina (e tinha muita coisa boa por lá, muitas exposições de pinturas e desenhos). Depois, me sentei no jardim da Plaza Francia, que fica lotada de gente nos finais de semana. Gente comendo, bebendo mate (paixão nacional dos argentinos), crianças correndo, artistas de circo, bandinhas de músicas, grupos de amigos, batucadas, um montão de coisas tudoaomesmotempo e eu... sozinha! Bem, não foi o fim do mundo estar sozinha, mas deu uma vontadezinha de ter algum amigo ao meu lado, pra conversar e rir da vida, pra comentar sobre uma menina que estava dançando super mal (eu registrei no celular, e precisava de uma amiga má, tipo minha prima Renata, hahaha, para fofocar sobre as pessoas). Ui, tô sentindo uma saudade!

Mas vou indo, aprendendo um monte aqui. Entendendo as diferenças, que são muitas.
A ver:


- Água aqui é masculino ou seja, el água, un água. Eu sempre me confundo e peço "una água por favor". Não aceito que água seja masculino, prontofalei.

- Aqui não tem suco. Aqui não tem polpa de fruta. Aqui rola, no máximo, um espremido de naranja, e os outros raros sucos que tem custam muito, muito caro (algo em torno de 15 pesos). Por isso, todos bebem muita gaseosa (refrigerante) por aqui.

- As festas aqui começam muito tarde. Tipo, 2 da manhã. Eu sinto sono às 2 da manhã, de modo que os amigos daqui já me chamam de la abuelita (a vovózinha). Fatal demais.

Tem mais coisas, que não me recordo agora.

Mas, vamos seguindo.

sábado, 6 de março de 2010

Lar, dulce lar.

Ufa. Ufa. Ufa.

Depois de buscar por mais de uma semana um lugar para chamar de meu, eis que o encontrei. Encontrei!!!!
Estoy tan contenta! Encontrei um quarto lindo, num bairro lindo, tenho cama de casal e tudo. Arrasei. Estou morando com uma argentina muito simpática, Soe e a perrita dela, que não me recordo o nome agora (perrita = cachorrinha). São dois quartos na casa, cada uma com o seu, un baño, uma cozinha pequenininha, com uma mesinha pra comer. Bem pequenininho, mas o quarto é lindamente grande. Acho que serei feliz aqui.
Estou morando num bairro chamado Recoleta, um bairro bem residencial, com muitas árvores e abuelitas (vovózinhas) passeando com seus cachorros. É uma das zonas mais bonitas de Buenos Aires e eu não tinha vindo aqui ainda. Só estava circulando pelo centrão, o meu hostel mixuruca por exemplo, ficava numa rua bem feia de San Telmo. Eu morria de medo de caminhar até lá de noite. San Telmo é um bairro bem gracinha, mas é mais pro dia. De noite, em algumas áreas, se torna um lugar, digamos, um pouco estranho. Não tenho muito o que dizer agora daqui. Amanhã vou ao mercado e darei uma circulada pela região.

Feliz estou. Mudanças e recomeços (já tive mais de um aqui em Buenos Aires).

Mudando de assunto, hoje eu acordei querendo ser feliz e estar feliz. Então, fui caminhar por San Telmo. Tenho caminhado muito por aqui - como não tem ladeiras, sempre penso que posso caminhar (às vezes, ando demais e chego acabada em casa, pensando: putz, deveria ter vindo de subte). Conheci a Casa Mínima (que é um exemplar único em toda a cidade de um tipo de construção do século XIX, uma casa super pequena e comprida, que era dada pelo senhor ao seu escravo recém alforriado)-http://grupoviagem.uol.com.br/GRV_Materia.vxlpub?codMateria=85
Depois, fui buscar o Museo del Cine, mas ele está em obras - fiquei um pouco desapontada, eu, uma viciada em cinema, estava ansiosa para ver o que tinha nesse Museo. Seguindo a caminhada, fui até o Parque Lezama - meu primeiro parque aqui em BsAs. Acredito que deva ser um dos mais simples da cidade. Não é muito grande, mas foi agradável sentar, ficar deitadinha na sombra, ver um piquinique de uma família de peruanos (ou seriam bolivianos?), um menino fazendo malabares, um monte de cachorros correndo pela grama, criança, velhinhos jogando xadrez. Acho que já gosto dessa cultura de viver os parques.
Depois, fui ao Museo Histórico Nacional - uma casa lindíssima em estilo italiano - que apresenta uma história concisa da Argentina do século 16 ao 19 mais ou menos. Programinha pra quem gosta de cultura e história. Tem uma coleção de fotografias antigas muito legal e também uma simulação de como funciona uma câmera escura. Bem em frente ao parque está a Iglesia Ortodoxa Rusa, que eu não pude visitar por estar fechada, mas que tem uma fachada linda, com cúpulas azuis enormes, cheinhas de estrelas. Na volta, fui caminhando até o hostel, entrando em algumas lojinhas e galerias de San Telmo, que é um bairro muito agradável para passear de dia.

Depois de tudo isso, ainda fui ver dois quartos, um deles estou ocupando neste exato momento feliz. O quarto tem janela e, vejam só, tem luz! É luminoso! É claro! É espaçoso! Não vou nem ficar falando muito porque corro o risco de todo mundo vir até aqui, pedindo pra ficar (risos).

Amanhã, um novo dia. Vou dormir até a hora que o corpo pedir, porque estou realmente cansada e quero super desfrutar desse colchão enorme, depois de dias dormindo em um colchão que, definitivamente, não gostava muito da minha coluna.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Nessa de buscar apartamento, eu acabo conhecendo mais a cidade. Hoje mesmo, fui visitar três quartos. No primeiro, eu não iria poder usar o comedor (em português entende-se: sala de jantar). Cozinha minúscula, sem mesa... Onde eu iria comer? Deduzi que seria no quarto e pulei fora quando a dona me disse que morava ela, a filha e o neto de dois anos (e também não podia receber visitas). Me imaginei comendo no chão, uma criança chorando e meus amigos falando comigo por telefone de copinhos pela janela. Não, não. Os outros eram mais legais, mas os dois muito escuros. Precisariam sempre estar com as luzes acesas, mesmo de manhãzinha. Eu sou acostumada com a luz solar de Salvador, sou fotógrafa, luz pra mim é tudo, sou capaz de achar uma pessoa bonita só por causa da luz que está se refletindo nela. Sem luz, não! (acho que os engenheiros argentinos deveriam passar umas férias na Bahia, fica a dica).

Como estou procurando intensamente moradia, não pude ir aos lugares que quero conhecer, mas, em compensação, andei de metrô com cara de anos 20, subi em elevadores daqueles que você tem que correr a porta (bem antigos!), encontrei uma amiga brasileira, que só conhecia através de orkut, numa rua no meio do nada, totalmente por acaso, comi minhas primeiras empanadas portenhas e conheci Puerto Madero (e achei bem sem gracinha - prefiro o centro, com suas ruas cheias de gente, prédios antigos, vendedores peruanos, cafés e avenidas imensas).

E, que feliz, descobri um cinema de arte com filmes a dez pesos (algo como 5 reais). Vou no fim de semana ver " El secreto de tus ojos", uma película argentina que está bombando por aqui e no mundo, por conta da indicação ao oscar (e eu adoro o cinema argentino, quero ir num cinema mais com cara de cinema aqui. Só fui ao cinema do shopping - vi "Desde mi cielo", filme novo do Peter Jackson ("Senhor dos Anéis) e gostei muito. Me dei conta de que, aqui, o cinema vai ser meu companheiro quando eu sentir saudades - posso chorar no escurinho, mistura de emoção pelo fime e dos meus sentimentos de estar só e ao mesmo tempo acompanhada das minhas lembranças).

Amanhã, verei mais apartamentos. Ojalá (aqui se usa muito essa expressão) eu consiga.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sigo buscando apartamentos e casas.

Se você, amigo brasileiro, está pensando em vir para Buenos Aires, porque o real vale mais que o peso coisaetal, atenção: os aluguéis aqui são muito caros! Um quarto horroroso, sem janelas, numa casa caindo aos pedaços pode te custar cerca 1.200, 1400 pesos (algo em torno de 700, 800 reais). Uó! Claro que é possível encontrar coisas mais em conta, mas, para isso, tem que se buscar muito! E é o que estou fazendo. Hoje vi uma casa em Palermo (que é um bairro bacana daqui), mas não gostei do quarto - tinha uma janelinha obscura, era bem pequeno, não ia caber nem a minha super mala. Bueno, amanhã verei um outro quarto. Estava bem aflita com isso (na verdade, ainda estou), mas sigo tentando e com esperanças de achar algo legal e agradável.

Hoje começou uma das minhas classes. É um curso de verão de foto de moda. Turma pequena, professor simpático, escola bonitinha. Acho que vou gostar. Amanhã começo um curso de retoque digital (ou seja, Photoshop) e vou no Rojas ( uma escola de cursos de extensão da Universidade de Buenos Aires) me inscrever em um monte de cursos de fotografia e um de cinema, de criação de curtas metragens. Estou empolgada.

O hostel, apesar de ser bem mixuruca, tem um pessoal bem legal. Todos jovens que vieram pra cá estudar. Há uma turma de colombianos (chicos e chicas) que são muito legais, um deles está estudando gastronomia e vai me ajudar a fazer o feijão que comprei com uma peruana.

Estar com outros estrangeiros é bom. Há uma maior disposição em ajudar uns aos outros e, de modo geral, eles gostam muito do Brasil e da nossa cultura. Sempre ficam animados quando falo que sou brasileira - dizem que nossa língua é linda, que o nosso povo tem um astral que nenhum outro tem. Tem sido uma experiência bacana.

Hoje, caminhando até a escola, percebi o quanto os argentinos fumam. É impressionante: homens, mulheres, todos fumam muito! E não era nem 10 horas da manhã.
Fatal demais.

Sigo vivendo acá e escrevendo. Estou gostando, apesar das saudades, e aprendendo coisas novas todos os dias.

Un beso!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Hoje caminhei pela Plaza de Mayo e conheci a Casa Rosada. Fui na Catedral e fiz uma oração. Depois, me sentei no jardim da praça e fiquei tomando sol. Um monte de palomas voaram sobre a minha cabeça (os pombos aqui são chamados de palomas, eu gosto). Depois, caminhei pela calle Defensa, vendo a feirinha que rola aos domingos. Descobri o banquinho em que está sentada a Mafalda, de Quino. Tomei uma cerveja e escutei um grupo de percussão, que ora estava na Bahia, ora estava no Rio.

Na Plaza de Mayo há um acampamento de ex combatentes da Guerra das Malvinas. Estão lá para cobrar os direitos devidos. Semana passada, participei de um panelaço organizado só por senhoras, em sua maioria peruanas e colombianas. Estavam reclamando pela constante falta de luz e água no bairro (motivo esse pelo qual me mudei - e também pelo tratamento rude que o argentino cheio de pêlos me destinou). Aqui, pelo visto, as pessoas reclamam. As mais pobres, pelo menos, algo que difere muito do Brasil.

Amanhã tenho classe de foto de moda pela manhã. À tarde, vou olhar uns quartos para mim. Continuo no hostel mixuruca - e insatisfeita. Para não desanimar,lembro-me do Cartier Bresson, que ficou num quarto horroroso no México, mas estava feliz. Estou tentando.

Passei mal ontem, por conta da má alimentação que estava levando. Decidi que, a partir de agora, tenho que cozinhar em casa. Hoje fiz uma pasta, com atum e tomatinhos cerejas. Ficou gostoso.

Não sinto saudades de Salvador. Sinto saudades de algumas poucas pessoas e da comida gostosa de lá.

Fui ao cinema e consegui entender tudo com a legenda em espanhol. Hoje vi os Simpsons e descobri que Homer aqui, se chama Homero. Entendi quase tudo e dei risada com uns chicos com cara de equatorianos que vivem aqui no hostel.

Vi um moço vendendo cachorros e me aproximei dele só para fazer carinho nos filhotinhos. Senti saudades dos meu cachorros.

Sinto saudades de carinhos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Caos!

É engraçado, caos depois da chegada. Mas, é isso mesmo.
Como o blog está desatualizado, tenho que contar os ocorridos.

Cheguei na casa, quarto simpátiquinho, pessoas legais e... falta de luz. Chovia muito e faltou luz. Ok, deve voltar logo. Voltou só na segunda feira (e eu cheguei na sexta!). Buenos Aires ou onde o vento faz a curva? A luz voltou, tornou a faltar. E ficou assim, instável, até hj. Pra piorar, começou a faltar água. Como assim? Pra mim começou a ficar chato. As outras pessoas não estavam se incomodando muito. Em sua maioria, europeus que não gostam de tomar banho e que acham que estão vivendo uma aventura no terceiro mundo. Para mim, que nasci, cresci e sou uma terceiro mundista, me irritava a falta de ação dos europeus. Resolvi falar com Javier, o rapaz responsável pelo aluguel (que estavam me custando os olhos da cara!). Daí reuniu todo mundo e eu fquei como a porta voz da coisa toda. Perguntei da possibilidade de mudar pra outro apartamento dele. Ele nos falou que sim, mas que se pudéssemos esperar uns dois dias, para ver se as coisas mudavam, seria bom. Ok, vamos esperar, afinal, eu estava gostando do meu quarto, da casa e da localização de modo geral. Só que, no outro dia, ao invés de melhorar, piorou: faltou água!
Eu sou o tipo de pessoa que, sem água, não funciona. Não consigo sair de casa sem tomar banho. Posso até dormir depois de uma big noitada sem banho, se estiver muito cansada, mas começar o dia, só com banho. Fiquei puta da vida e ainda tive que ouvir de uma das francesas a seguinte frase: eu prefiro ficar sem água do que sem luz, por causa da internet e da televisão. O índio que habita meu corpo quase enfarta. Sério.
A água voltou, massa. E de noite, resolvi ducharme e... quede a água? Fiquei mais puta ainda. Resolvi que iria ligar para Javier no outro dia e que iria sair de lá. Pra mim, estava muito difícil viver os dias assim. Fora o fato de que eu já tinha passado o dia todo mandando mensagens para ele, pra tentar saber o que estava acontecendo, se ia demorar de voltar a água e tal e ele parou de me responder quando eu disse que queria sair de lá. Dale.

Hoje, pela manhã, liguei pra ele e lhe disse que estávamos sem água, que eu gostaria de conversar para saber o que poderia ser feito. Ele: ok, estou indo. Demorou umas duas horas pra chegar e mais uma hora pra vir falar comigo. E quase não vem, porque ele ia se mandar da casa se eu não o gritasse da varanda. (umdiadefúria).

Ele já chegou todo grosso: quem mais quer falar comigo? Eu, pacientemente: eu e as outras duas brasileiras. E começamos a falar, que estava ruim a situação, que sem água não dava, blablabla. Ele simplesmente disse que não podia fazer nada, que em Buenos Aires se vive assim, epa: mas como é que todo mundo que eu pergunto tem água e luz nas suas casas? Algo estranho no ar. Daí eu falei: isso não acontece no Brasil. Ele: Aqui é a Argentina (algo como: aqui é o fim do mundo). E foi super grosso, me chamou de mala onda (algo como uma pessoa nada gente boa), me disse que eu não tinha uma buena energia. Daí me deu raiva e falei: acho o mesmo de vc. E falei que iria no Consulado, falar sobre a situação e ele virou uma arara maradona: se vc for, não devolvo o seu dinheiro, eu estou sendo flexível com vc, etcsetcs). No final das contas, acertamos que eu pagaria os dias em que fiquei e o depósito (tipo uma caução), ele me devolveria a metade. Fiquei super indignada, mas não tinha mais jeito de discutir. Estava me sentindo mal e precisava sair.

Arrumei tudo e no final do dia fui pra um hostel em San Telmo. Um quarto bemmm mixuruca, feinho que só, mas pelo menos aqui tem água e luz. De todo modo, não quero ficar muito tempo aqui - paguei uma semana, então vou ter que correr esses dias pra achar algum canto pra mim.

Um horror. Senti uma imensa saudade da minha família e das caras conhecidas. É muito difícil estar só numa cidade que não se conhece nada, ou quase nada.

Mas, como diz a peixinha de nemo: continue nadando, continue nadando.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Visto.

Hoje comprei minha mala e amanhã tenho entrevista com a cônsul. Sim, estou tirando um visto de residência para Argentina. Não, não é preciso de visto para entrar lá. Então, como assim?
O Brasil tem um acordo com os hermanos do Mercosul: não precisamos de visto para entrar e podemos permanecer por lá até 90 dias, que podem ser prorrogados. Como eu ficarei lá mais do que 90 dias, resolvi tirar o visto de residência, que me dará o direito de ficar lá, tranquilamente, por 02 anos.
Não é complicado tirar o visto (diferentemente dos vistos pra Europa e Eua), mas enfrenta-se algumas burocracias. Eu adiantei muito os meus documentos, mas me passei de enviar duas cópias da minha certidão de nascimento pro Itamaraty, logo tive que correr ontem pro cartório para tirar as duas vias - que devem ser originais - e vou legalizar as certidões no consulado mesmo (mas terei que pagar por isso, coisa que não iria acontecer se eu legalizasse via Itamaraty). Bueno, es la vida!
Para saber todos os documentos necessários, vá ao Consulado da Argentina de sua cidade e se informe. Deixo aqui um link com a lista dos consulados argentinos no Brasil: http://www.consulados.com.br/argentina/

Agora que já tenho mala, passagens, hostel e um quase visto, só tenho que começar a me despedir de Salvador, do mar e dos amigos. Faltam menos de três semanas!