Estou vivendo em um bairro chamado Recoleta. É bem agradável e bem tranquilo. Quando vi a minha rua, achei parecida com o Corredor da Vitória, por causa das muitas árvores, mas logo vi que o bairro todo, de modo geral, tem muitas árvores. Aliás, Buenos Aires é uma cidade muito arborizada, com muitos parques e espaços públicos, o que não impede que a cidade tenha um ar super carregado por conta da poluição ( acredito que os aires daqui já tenham sido buenos mesmo, em algum passado mais remoto). Mas, ainda assim, é uma cidade muito bonita, muito intensa e encantadora. Gosto cada dia mais de descobrir a cidade, de entender o idioma e também, principalmente, a estar sozinha e estar bem no meio de tudo isso. Sim, estou sentindo uma saudade danada da minha família, do meu namorado, dos meus amigos e dos meus cachorros. É difícil estar sozinha em um outro país. Um dia desses, fui caminhar pela Recoleta. Adoro caminhar por aqui. Fui conhecer o Museo Nacional de Bellas Artes (que tem uma coleção bem interessante de obras de arte - principalmente européia, como de praxe - mas também possui uma coleção de arte indígena pré colombiana que é incrível, a visita vale super a pena só para ver esta coleção) e também o Centro Cultural Recoleta, que privilegia mais a arte contemporânea argentina (e tinha muita coisa boa por lá, muitas exposições de pinturas e desenhos). Depois, me sentei no jardim da Plaza Francia, que fica lotada de gente nos finais de semana. Gente comendo, bebendo mate (paixão nacional dos argentinos), crianças correndo, artistas de circo, bandinhas de músicas, grupos de amigos, batucadas, um montão de coisas tudoaomesmotempo e eu... sozinha! Bem, não foi o fim do mundo estar sozinha, mas deu uma vontadezinha de ter algum amigo ao meu lado, pra conversar e rir da vida, pra comentar sobre uma menina que estava dançando super mal (eu registrei no celular, e precisava de uma amiga má, tipo minha prima Renata, hahaha, para fofocar sobre as pessoas). Ui, tô sentindo uma saudade!
Mas vou indo, aprendendo um monte aqui. Entendendo as diferenças, que são muitas.
A ver:
- Água aqui é masculino ou seja, el água, un água. Eu sempre me confundo e peço "una água por favor". Não aceito que água seja masculino, prontofalei.
- Aqui não tem suco. Aqui não tem polpa de fruta. Aqui rola, no máximo, um espremido de naranja, e os outros raros sucos que tem custam muito, muito caro (algo em torno de 15 pesos). Por isso, todos bebem muita gaseosa (refrigerante) por aqui.
- As festas aqui começam muito tarde. Tipo, 2 da manhã. Eu sinto sono às 2 da manhã, de modo que os amigos daqui já me chamam de la abuelita (a vovózinha). Fatal demais.
Tem mais coisas, que não me recordo agora.
Mas, vamos seguindo.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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Quero muito este vídeo!
ResponderExcluirE estou muitíssimo orgulhosa dessa abuelita! Queria ser uma mosquinha pra ver vc saracoteando por aí!
E falando? rs... deve estar muy graciosa! kkkkkk...
Renata - a prima.