Hoje caminhei pela Plaza de Mayo e conheci a Casa Rosada. Fui na Catedral e fiz uma oração. Depois, me sentei no jardim da praça e fiquei tomando sol. Um monte de palomas voaram sobre a minha cabeça (os pombos aqui são chamados de palomas, eu gosto). Depois, caminhei pela calle Defensa, vendo a feirinha que rola aos domingos. Descobri o banquinho em que está sentada a Mafalda, de Quino. Tomei uma cerveja e escutei um grupo de percussão, que ora estava na Bahia, ora estava no Rio.
Na Plaza de Mayo há um acampamento de ex combatentes da Guerra das Malvinas. Estão lá para cobrar os direitos devidos. Semana passada, participei de um panelaço organizado só por senhoras, em sua maioria peruanas e colombianas. Estavam reclamando pela constante falta de luz e água no bairro (motivo esse pelo qual me mudei - e também pelo tratamento rude que o argentino cheio de pêlos me destinou). Aqui, pelo visto, as pessoas reclamam. As mais pobres, pelo menos, algo que difere muito do Brasil.
Amanhã tenho classe de foto de moda pela manhã. À tarde, vou olhar uns quartos para mim. Continuo no hostel mixuruca - e insatisfeita. Para não desanimar,lembro-me do Cartier Bresson, que ficou num quarto horroroso no México, mas estava feliz. Estou tentando.
Passei mal ontem, por conta da má alimentação que estava levando. Decidi que, a partir de agora, tenho que cozinhar em casa. Hoje fiz uma pasta, com atum e tomatinhos cerejas. Ficou gostoso.
Não sinto saudades de Salvador. Sinto saudades de algumas poucas pessoas e da comida gostosa de lá.
Fui ao cinema e consegui entender tudo com a legenda em espanhol. Hoje vi os Simpsons e descobri que Homer aqui, se chama Homero. Entendi quase tudo e dei risada com uns chicos com cara de equatorianos que vivem aqui no hostel.
Vi um moço vendendo cachorros e me aproximei dele só para fazer carinho nos filhotinhos. Senti saudades dos meu cachorros.
Sinto saudades de carinhos.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
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