Ufa. Ufa. Ufa.
Depois de buscar por mais de uma semana um lugar para chamar de meu, eis que o encontrei. Encontrei!!!!
Estoy tan contenta! Encontrei um quarto lindo, num bairro lindo, tenho cama de casal e tudo. Arrasei. Estou morando com uma argentina muito simpática, Soe e a perrita dela, que não me recordo o nome agora (perrita = cachorrinha). São dois quartos na casa, cada uma com o seu, un baño, uma cozinha pequenininha, com uma mesinha pra comer. Bem pequenininho, mas o quarto é lindamente grande. Acho que serei feliz aqui.
Estou morando num bairro chamado Recoleta, um bairro bem residencial, com muitas árvores e abuelitas (vovózinhas) passeando com seus cachorros. É uma das zonas mais bonitas de Buenos Aires e eu não tinha vindo aqui ainda. Só estava circulando pelo centrão, o meu hostel mixuruca por exemplo, ficava numa rua bem feia de San Telmo. Eu morria de medo de caminhar até lá de noite. San Telmo é um bairro bem gracinha, mas é mais pro dia. De noite, em algumas áreas, se torna um lugar, digamos, um pouco estranho. Não tenho muito o que dizer agora daqui. Amanhã vou ao mercado e darei uma circulada pela região.
Feliz estou. Mudanças e recomeços (já tive mais de um aqui em Buenos Aires).
Mudando de assunto, hoje eu acordei querendo ser feliz e estar feliz. Então, fui caminhar por San Telmo. Tenho caminhado muito por aqui - como não tem ladeiras, sempre penso que posso caminhar (às vezes, ando demais e chego acabada em casa, pensando: putz, deveria ter vindo de subte). Conheci a Casa Mínima (que é um exemplar único em toda a cidade de um tipo de construção do século XIX, uma casa super pequena e comprida, que era dada pelo senhor ao seu escravo recém alforriado)-http://grupoviagem.uol.com.br/GRV_Materia.vxlpub?codMateria=85
Depois, fui buscar o Museo del Cine, mas ele está em obras - fiquei um pouco desapontada, eu, uma viciada em cinema, estava ansiosa para ver o que tinha nesse Museo. Seguindo a caminhada, fui até o Parque Lezama - meu primeiro parque aqui em BsAs. Acredito que deva ser um dos mais simples da cidade. Não é muito grande, mas foi agradável sentar, ficar deitadinha na sombra, ver um piquinique de uma família de peruanos (ou seriam bolivianos?), um menino fazendo malabares, um monte de cachorros correndo pela grama, criança, velhinhos jogando xadrez. Acho que já gosto dessa cultura de viver os parques.
Depois, fui ao Museo Histórico Nacional - uma casa lindíssima em estilo italiano - que apresenta uma história concisa da Argentina do século 16 ao 19 mais ou menos. Programinha pra quem gosta de cultura e história. Tem uma coleção de fotografias antigas muito legal e também uma simulação de como funciona uma câmera escura. Bem em frente ao parque está a Iglesia Ortodoxa Rusa, que eu não pude visitar por estar fechada, mas que tem uma fachada linda, com cúpulas azuis enormes, cheinhas de estrelas. Na volta, fui caminhando até o hostel, entrando em algumas lojinhas e galerias de San Telmo, que é um bairro muito agradável para passear de dia.
Depois de tudo isso, ainda fui ver dois quartos, um deles estou ocupando neste exato momento feliz. O quarto tem janela e, vejam só, tem luz! É luminoso! É claro! É espaçoso! Não vou nem ficar falando muito porque corro o risco de todo mundo vir até aqui, pedindo pra ficar (risos).
Amanhã, um novo dia. Vou dormir até a hora que o corpo pedir, porque estou realmente cansada e quero super desfrutar desse colchão enorme, depois de dias dormindo em um colchão que, definitivamente, não gostava muito da minha coluna.
sábado, 6 de março de 2010
Lar, dulce lar.
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