Acontecem coisas muy raras comigo aqui em Buenos Aires.
Com frequência eu encontro amigos brasileiros pelas ruas. É sério. Encontrei Mariana, uma menina também de Salvador e que não via há muito tempo, duas vezes: una no subte (metrô) e a outra no banheiro do shoping de Palermo. Outra vez, encontrei Simone, uma menina super linda, paulistana, que só conhecia por internet, uma vez em Caballito (um bairro longe, num início de tarde) e outra vez na Santa Fé. Rimos muito com isso.
Ontem, encontrei Vitor, meu colega de curso, aqui na Recoleta mesmo, quando eu voltava de uma sessão de fotos pro meu curso de foto de moda. Raro demais.
Ontem, fui na casa de um amigo, Agustín, também fotógrafo, para ajudá-lo numa produção de moda que ele vai fazer com a Fotografia NumeroGamma. Achei a modelo (Monique, uma figura encantadora do Rio de Janeiro, que conheci numa festa de salsa e voltei a reencontrar, do nada, em Palermo)e vou ajudar a montar os looks. Bem, voltando. Peguei o ônibus para is até a casa dele, que eu nunca tinha ido. Avisei ao motorista: vou ficar no cruzamento da Rivadavia com Urquiza, dale? Para ele me avisar. E sabe o que aconteceu? O bendito se esqueceu de mim, de modo que tive que ir até a última parada do ônibus, esperar uns dez minutos e voltar com ele tudo de novo. Hu! Consegui chegar, fizemos a reunião, decidimos coisas e comemos uma tarta (espécie de torta salgada com recheio) que Felipe, un chico del Chile, muy buena onda, fez pra gente.
No meio do bate papo, eis que eu resolvo ser rara. Já tinha visto algumas placas aqui com o seguinte dizer: Sr Peaton, favor mirar a ambos los lados antes de cruzar.
Eu, com minha imaginação expansiva, pensei: quem será esse Sr. Peaton, que nunca olha pros dois lados? E imaginei um velhinho americano, desavisado, que quase deve ter morrido por ter cruzado a pista sem olhar pros lados. Bem, ontem vi a mesma placa perto da casa de Agustin. Intrigada, perguntei: ei gente, quem é esse Sr Peaton que nunca olha pros dois lados? Riso geral. No, no es una persona. Peaton son los pasantes (ou seja: eu, você e todo mundo mais que passa todos os dias pelas ruas de qualquer cidade de qualquer país). Eu: gente, eu jurava que era um velhinho, blablabla. Eles riram ainda mais, acharam gracioso e tudo. Eu é que fiquei sem graça nenhuma com a minha imaginação de cinema.
Rara demais.
quinta-feira, 25 de março de 2010
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